Pin It

Parasitologia Humana – A ciência que estuda os parasitas!

A parasitologia é uma ciência que estuda os parasitas, que são organismos que vivem em associação com outro organismo (hospedeiro), mas essa associação geralmente leva o hospedeiro a ter problemas de saúde, pois os parasitas se alimentam de nutrientes e alguns até mesmo de sangue do local onde se encontram no hospedeiro, para que eles possam sobreviver.

As pesquisas na área de parasitologia são muito importantes, pois visa descobrir focos epidemiológicos de parasitas em uma determinada região, pesquisar medidas para diminuir a proliferação de parasitas antes de tornar uma epidemia e também desenvolver tratamentos para as doenças causadas pelos parasitas.

introdução a parasitologia

Parasitologia Humana

Nesta disciplina, serão abordados conteúdos que ajudam o aluno a compreender como é a classificação desses organismos, o ciclo de vida, quais materiais são utilizados nas análises para detecção de uma infestação parasitária, sinais e sintomas da doença causados por eles, os tratamentos utilizados e métodos de profilaxia, ou seja, medidas de prevenção para a população.

De acordo com a taxonomia, eles podem ser divididos em: Protozoários, que são organismos unicelulares, já os Nematódeos, Anelídeos, Platelmintos e Artrópodes, são organismos pluricelulares.

A classificação pode ser feita de várias maneiras, como por exemplo:

  • quanto ao ciclo de vida do parasita, se é monoxênico (quando possui apenas um hospedeiro para fechar o ciclo biológico) ou heteroxênico (quando possui dois hospedeiros, sendo um intermediário e um definitivo, para completar seu ciclo biológico);
  • quanto a sua localização em relação ao hospedeiro, pois alguns têm seu habitat na parte externa do hospedeiro (ectoparasitas), por exemplo: piolho. E outros possuem seu habitat dentro do hospedeiro (endoparasitas), por exemplo: helmintos;
  • quanto ao número de células, unicelulares ou pluricelulares;
  • entre outros.

A transmissão dos parasitas pode ser de várias formas, inclusive algumas podem ser de uma forma bem simples, como por exemplo:

  • ingestão de alimentos crus, como verduras, frutas, hortaliças, que não foram muito bem lavadas e higienizadas adequadamente, podem conter ovos de algum parasita;
  • falta de saneamento básico, principalmente nas periferias das cidades;
  • falta de higiene, após utilizar banheiros ou locais públicos;
  • alguns parasitas podem ser transmitidos através da picada de algum vetor, como por exemplo, o barbeiro (inseto transmissor da doença de Chagas), Culex (mosquito transmissor da filariose), Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue e febre amarela), etc;
  • entre outros meios de transmissão.

Parasitoses

As principais parasitoses existentes no Brasil são:

  • Helmintoses, como por exemplo: esquistossomose, teníase, cisticercose, enterobiose, filariose, ascaridíase, entre outras;
  • Protozooses, como por exemplo: amebíase, malária, toxoplasmose, tripanosomíase, giardíase, entre outras;
  • Ectoparasitoses (artrópodes), como por exemplo: pediculose, acaríase, entre outros.

As análises para identificação das parasitoses geralmente são feitas em fezes, através de microscópios visando detectar ovos ou larvas dos parasitas. Sendo que, cada espécie possui um tipo específico de ovo e será necessário que o farmacêutico ou biomédico saiba muito bem a diferença entre os mais diversos tipos de ovos.

Nível de dificuldade da disciplina

Esta disciplina é bem tranquila, se comparada com outras que existem na grade curricular da farmácia. Apesar da quantidade de parasitas existentes e dos variados ciclos biológicos, profilaxia, métodos para análise e identificação das parasitoses, entre outras coisas que é necessário saber.

Portanto, a compreensão desta matéria durante o curso não costuma ser algo difícil e as aulas práticas auxiliam o aluno durante a aprendizagem, pois a prática proporciona ao graduando a vivência dentro do laboratório.

error: Content is protected !!
/* ]]> */